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Cruzamento entre o património cultural, minorias e humanidades digitais

Capa do podcast, episódio número 5, onde se lê o título do podcast e está representado um microfone de mesa

O quinto episódio do podcast “Conversations around Cultural Heritage” (produzido no âmbito do projeto TRANSITION) já se encontra disponível: YouTube, Spotify e Anghami.

“At the intersection of cultural heritage, minorities, and digital humanities“ é o título deste episódio, no qual Ana Carvalho conversa com a historiadora e professora Ana Sofia Ribeiro da Universidade de Évora sobre minorias, património cultural e humanidades digitais.

Ana Sofia Ribeiro começa por refletir sobre o termo “minorias”, o seu significado ao longo do tempo e a forma como, atualmente, este se encontra também associado à ideia de subalternidade.

Explora ainda o conceito de humanidades digitais e identifica três desafios fundamentais que surgem na sua aplicação no campo do património cultural: desafios técnicos, sociais e éticos.

Ribeiro destaca igualmente o impacto do projeto Transition na promoção de mudanças nos currículos académicos da área da educação patrimonial na Região do Curdistão, no Iraque, e no Iémen, contribuindo assim para uma maior visibilidade do património cultural das minorias.

LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

Barros, Maria Filomena Lopes de. 2011. “Ethno-Religious Minorities.” In The Historiography of Medieval Portugal (c. 1950-2010), ed. by Maria de Lourdes Rosa, Bernardo Vasconcelos e Sousa, and Maria João Branco, 571–589. IEM – Instituto de Estudos Medievais. https://books.openedition.org/cidehus/29683

Capotorti, Francesco. 1979. Study on the Rights of Persons Belonging to Ethnic, Religious and Linguistic Minorities. Geneva: UN. https://digitallibrary.un.org/record/10387?v=pdf

Noel, Vernelle A. A. 2017. “Digitally Displaying and Interacting with Historic Artifacts of Spatial, Temporal, Corporeal, and Kinetic dimension.” Studies on Digital Heritage (1, 2): 251-268. https://doi.org/10.14434/sdh.v1i2.23277

Roman Melnyk, Galyna Volkova, Mariia Hvozdetska, Oleksii Bashmanivskyi, and Iryna Perederii. 2025. “Digital Transformation of Cultural Heritage: Prospects and Threats.” International Journal on Culture, History, and Religion 7 (SI1): 1143-1168. https://doi.org/10.63931/ijchr.v7iSI1.381

FAIR Principles (Findable, Accessible, Interoperable and Reusable): https://www.go-fair.org/fair-principles/

Project TRANSITION (2025-2026) – “Preserving the Tangible and Intangible Cultural Heritage of Minority Communities in the Kurdistan Region of Iraq and in Yemen, through Capacity Building of University Staff Members”. https://www.project-transition.eu

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ANA SOFIA RIBEIRO

She is assistant researcher at CIDEHUS, in Évora University (Portugal). She is an early modern historian, also working in the field of digital humanities. She holds a PhD in History (2011) and a Master in Local and Regional Studies (2008) at the University of Porto. Her main research areas are early modern Iberian business networks, gender and violence in the Portuguese world, and digital humanities. In this field she works with historical GIS (Geographic Information Systems), social network analysis and NLP (Natural Language Processing) where she works in information extraction mechanisms from historical sources.

ANA CARVALHO

Museologist and researcher at CIDEHUS, University of Évora (Portugal), where she works on museums and cultural heritage. She trained in museology and holds a PhD in the field. Her work focuses on how museums and heritage relate to society and public policies. She is co-founder and editor-in-chief of MIDAS – Museums and Interdisciplinary Studies (“Museus e Estudos Interdisciplinares”) and hosts the award-winning blog “No Mundo dos Museus, dedicated to making museum topics accessible to wider audiences. Her work has received several awards from the Portuguese Association of Museology. She is also a researcher at the UNESCO Chair in Intangible Heritage and coordinates the research group “Heritage(s) and Literacies at CIDEHUS.

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Conversations around Cultural Heritage é um podcast que explora a forma como a diversidade cultural pode contribuir para moldar um futuro mais inclusivo. Através de conversas com especialistas, este podcast fala da importância do património nos dias de hoje, especialmente para comunidades diversas na Região do Curdistão do Iraque e no Iémen.
Os temas abordados incluem as principais ameaças ao património cultural, as abordagens à preservação e a participação das comunidades, bem como os desafios relacionados com a diversidade cultural, a inclusão e a inovação no ensino e formação do património.

Este podcast é produzido no âmbito do projeto TRANSITION, cofinanciado pelo programa Erasmus+ (KA2 – Capacity Building in Higher Education, Strand 1, Grant Agreement No. 101178520) da União Europeia.

Guião e narração: Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS); Design da capa: Sara Oldani (UNIMED); Edição de som e gestão de plataformas: Luísa Rocha (Universidade de Évora, CIDEHUS); Banda sonora: Imagine, de Lukrembo.

Financiado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente da responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia nem os da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

#TRANSITIONPodcast
#TRANSITION

Ir além da divisão maioria-minoria: desenhar uma educação inclusiva para o património

Capa do podcast sobre património coordenado por Ana Carvalho

 

O quarto episódio do podcast “Conversations around Cultural Heritage” (produzido no âmbito do projeto TRANSITION) já se encontra disponível: YouTube, Spotify e Anghami.

“Moving beyond the majority–minority divide: shaping inclusive heritage education“ é o título deste episódio, no qual Ana Carvalho conversa com o historiador e professor Botan T. Maghdid, da Universidade de Sulaimani, na Região do Curdistão, no Iraque.

Botan reflete sobre a importância de adotar novas formas de falar sobre as minorias, indo além de uma visão simplista da divisão maioria-minoria e promovendo formas mais inclusivas de diálogo e representação.

Aborda igualmente os desafios estruturais que afetam a preservação e o reconhecimento do património cultural das minorias, destacando a histórica sub-representação destas comunidades nos lugares de poder e no sistema educativo da região do Curdistão no Iraque.

Por fim, Botan destaca o impacto do projeto Transition, ao contribuir para o debate entre docentes e investigadores universitários e a reformulação dos currículos académicos, e o seu potencial a longo prazo para influenciar as políticas públicas e contribuir para uma mudança social mais ampla.

LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

Irwani, Muslih, Botan T. Maghdid, Silvia Marchionne, and Caterina Gravina. 2025. “Report on the Existing Curricula Assessment in Cultural Heritage and Minority on KRI and Yemen.” Project TRANSITION. https://www.project-transition.eu/wp-content/uploads/2025/11/TRANSITION-WP2-REPORT_EN.pdf

Koush, Alesia. 2025. “Heritage Education for Social Cohesion in Iraq.” Journal of Field Archaeology 50 (3): 199-214. https://doi.org/10.1080/00934690.2024.2401211

Maghdid, Botan T. 2023. “The Use and Abuse of History: The images of the Enemy in Iraqi Historiography.” Koya University Journal of Humanities and Social Sciences 6 (1): 13-21. https://doi.org/10.14500/kujhss.v6n1y2023.pp13-21

Sherwani, Abdulkareem Sherwani, et al. 2021. “Minorities in Iraqi Constitution: A Critical Analysis of the Legal Discourse.” Turkish Journal of Computer and Mathematics Education 12 (2): 286–290. https://www.turcomat.org/index.php/turkbilmat/article/view/713

Project TRANSITION (2025-2026) – “Preserving the Tangible and Intangible Cultural Heritage of Minority Communities in the Kurdistan Region of Iraq and in Yemen, through Capacity Building of University Staff Members”. https://www.project-transition.eu

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BOTAN T. MAGHDID

He is Associate Professor of Ancient History at Soran University, specializing in Ancient Middle Eastern history and the politics of historiography. He earned his PhD from the University of Leicester (UK) in 2018, where his doctoral research analysed the structural influence of 20th-century political ideologies on Iraqi state historical narratives. With nearly two decades of combined academic and administrative leadership experience within the Higher Education sector of the Kurdistan Region of Iraq (KRI), his research critically examines the intersections of historical archaeology, identity formation and collective memory. He is the core coordinator for TRANSITION project on the “Existing Curricula Assessment in Cultural Heritage and Minority on KRI and Yemen” (2025).

ANA CARVALHO

Museologist and researcher at CIDEHUS, University of Évora (Portugal), where she works on museums and cultural heritage. She trained in museology and holds a PhD in the field. Her work focuses on how museums and heritage relate to society and public policies. She is co-founder and editor-in-chief of MIDAS – Museums and Interdisciplinary Studies (“Museus e Estudos Interdisciplinares”) and hosts the award-winning blog “No Mundo dos Museus, dedicated to making museum topics accessible to wider audiences. Her work has received several awards from the Portuguese Association of Museology. She is also a researcher at the UNESCO Chair in Intangible Heritage and coordinates the research group “Heritage(s) and Literacies at CIDEHUS.

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Conversations around Cultural Heritage é um podcast que explora a forma como a diversidade cultural pode contribuir para moldar um futuro mais inclusivo. Através de conversas com especialistas, este podcast fala da importância do património nos dias de hoje, especialmente para comunidades diversas na Região do Curdistão do Iraque e no Iémen.
Os temas abordados incluem as principais ameaças ao património cultural, as abordagens à preservação e a participação das comunidades, bem como os desafios relacionados com a diversidade cultural, a inclusão e a inovação no ensino e formação do património.

Este podcast é produzido no âmbito do projeto TRANSITION, cofinanciado pelo programa Erasmus+ (KA2 – Capacity Building in Higher Education, Strand 1, Grant Agreement No. 101178520) da União Europeia.

Guião e narração: Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS); Design da capa: Sara Oldani (UNIMED); Edição de som e gestão de plataformas: Luísa Rocha (Universidade de Évora, CIDEHUS); Banda sonora: Imagine, de Lukrembo.

Financiado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente da responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia nem os da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

#TRANSITIONPodcast
#TRANSITION

Repensar a forma como ensinamos e preservamos o património: representação, inclusão e colaboração

O terceiro episódio do podcast “Conversations around Cultural Heritage” (produzido no âmbito do projeto TRANSITION) já se encontra disponível: YouTube, Spotify e Anghami.

“Rethinking how we teach and preserve heritage: representation, inclusion and collaboration” é o título deste terceiro episódio, no qual Ana Carvalho conversa com o arqueólogo e professor Dlshad Marf, da Universidade de Sulaimani, na Região do Curdistão, no Iraque.

Marf identifica duas grandes ameaças ao património arqueológico da região: insuficiente financiamento para o restauro e a pilhagem e destruição provocadas por conflitos no passado.

Relativamente ao envolvimento das minorias na proteção do seu património cultural, Marf observa que diferentes comunidades coexistem na Região do Curdistão, no Iraque, mas defende que ainda é necessário fazer mais para ultrapassar tensões em torno das noções de “maioria” e “minoria”, de ambas as partes. Salienta que, precisamente pelo facto da coexistência na Região do Curdistão ser tão pacífica, o património cultural das minorias não é encarado como algo separado do restante tecido social. Consequentemente, existe menos consenso sobre a forma de definir estas comunidades e de as representar nos currículos universitários.

Marf sublinha a importância de repensar os métodos de ensino, de modo a dar maior visibilidade ao património cultural das minorias e a reforçar a colaboração com comunidades e outras partes interessadas para além das universidades — porque não se trata apenas de ensinar património cultural, mas também de o preservar. O Projeto Transition tem contribuído refletir conjuntamente e  tem ajudado a reformular perspetivas sobre inclusão e colaboração.

LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

Glatz, Claudia, et al. 2024. “Archaeology as Cultural Heritage in the Kurdistan Region of Iraq, Developing an Integrated Approach beyond Narratives of Catastrophe and Emergency Response.” Current Anthropology Journal 65 (S26). https://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/731723

Marf, Dlshad. 2016. “Back to the Land of Muṣaṣir/Ardini: Preliminary Report on Fieldwork (2005-2012).” In The Archaeology of the Kurdistan Region of Iraq and Adjacent Regions, edited by Konstantinos Kopanias and John MacGinnis, 189–200. Oxford: Archaeopress. https://doi.org/10.2307/j.ctvxrq0m8.23

Marf, Dlshad. 2023. Cultural Interaction between Assyria and the Zagros (AOAT 455). Munster: Ugarit-Verlag. https://www.ugarit-verlag.com/products/cultural-interaction-between-assyria-and-the-zagros-aoat-455

Marf, Dlshad. YouTube channel: https://www.youtube.com/@dlshadMarf

Project TRANSITION (2025-2026) – “Preserving the Tangible and Intangible Cultural Heritage of Minority Communities in the Kurdistan Region of Iraq and in Yemen, through Capacity Building of University Staff Members”. https://www.project-transition.eu

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Fobbe, Sean, et al. 2019. “Destroying the Soul of the Yazidis: Cultural Heritage Destruction during the Islamic State’s Genocide against the Yazidis” [report]. Asian Yearbook of Human Rights and Humanitarian Law (AYHR), Vol. 5, pp. 111-144. https://zenodo.org/records/3826126

Project TRANSITION (2025-2026) – “Preserving the Tangible and Intangible Cultural Heritage of Minority Communities in the Kurdistan Region of Iraq and in Yemen, through Capacity Building of University Staff Members

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DLSHAD MARF

Professor Auxiliar de Arqueologia na Universidade de Sulaimani, na Região do Curdistão, no Iraque. Doutorou-se em Assiriologia pela Universidade de Leiden. Desde 2006, leciona Artes e Cultura do Próximo Oriente em várias universidades. Atualmente, é diretor de campo do Projeto Arqueológico de Dekon, centrado nas escavações de um palácio da Idade do Bronze nas proximidades do campus da Universidade de Sulaimani. Entre os seus cargos anteriores, destaca-se a direção do projeto “Back to the Land of Musasir”, no âmbito do qual descobriu o há muito desaparecido templo de Musasir, da Idade do Ferro, bem como a participação na missão que revelou a cidade de Idu, em Satu Qala. Foi também editor-chefe da revista Subartu, dedicada ao património mesopotâmico e à documentação da pilhagem de sítios arqueológicos após 2003.

ANA CARVALHO

Museóloga e investigadora no CIDEHUS, Universidade de Évora, onde trabalha na área dos museus e do património cultural. Tem formação em museologia e doutoramento na mesma área. A sua investigação centra-se nas relações entre museus, património e sociedade, e articulação com as políticas públicas. É cofundadora e editora-chefe da revista MIDAS “Museus e Estudos Interdisciplinares” e autora do blogue premiado “No Mundo dos Museus”.  É também investigadora na Cátedra UNESCO em Património Imaterial e coordena o grupo de investigação “Património(s) e Literacias” no CIDEHUS.

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Conversations around Cultural Heritage é um podcast que explora a forma como a diversidade cultural pode contribuir para moldar um futuro mais inclusivo. Através de conversas com especialistas, este podcast fala da importância do património nos dias de hoje, especialmente para comunidades diversas na Região do Curdistão do Iraque e no Iémen.
Os temas abordados incluem as principais ameaças ao património cultural, as abordagens à preservação e a participação das comunidades, bem como os desafios relacionados com a diversidade cultural, a inclusão e a inovação no ensino e formação do património.

Este podcast é produzido no âmbito do projeto TRANSITION, cofinanciado pelo programa Erasmus+ (KA2 – Capacity Building in Higher Education, Strand 1, Grant Agreement No. 101178520) da União Europeia.

Guião e narração: Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS); Design da capa: Sara Oldani (UNIMED); Edição de som e gestão de plataformas: Luísa Rocha (Universidade de Évora, CIDEHUS); Banda sonora: Imagine, de Lukrembo.

Financiado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente da responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia nem os da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

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O diálogo como ferramenta para compreender o património (in)tangível

O segundo episódio do podcast “Conversations around Cultural Heritage” (produzido no âmbito do projeto TRANSITION) já se encontra disponível: YouTube, Spotify e Anghami.

“Dialogue as a tool to understanding (in)tangible heritage” é o título deste segundo episódio, no qual Ana Carvalho conversa com o arqueólogo Ghiath Rammo, da Universidade Sapienza de Roma. Ghiath estuda as tradições religiosas Yezidis no Médio Oriente, com enfoque nas tradições orais e na arquitetura de santuários.

Sendo um curdo sírio com formação em Arqueologia pela Universidade de Alepo, Rammo explica como o seu percurso o motivou a desenvolver a sua investigação de doutoramento sobre as comunidades Yezidis na Região do Curdistão, no Iraque.

O investigador identifica quatro grandes ameaças ao património: a violência contra os Yezidis e a migração impulsionada por conflitos, as alterações demográficas e as mudanças económico-políticas.

Embora o apoio institucional seja importante para a preservação do património, Rammo sublinha a necessidade de criar ambientes pacíficos onde comunidades diversas possam coexistir de forma genuína, e não apenas tolerar-se mutuamente.

Rammo destaca ainda o papel fundamental do diálogo intercultural e da abertura de todas as partes para ultrapassar preconceitos e barreiras que dividem as comunidades, unindo esforços para respeitar e preservar a diversidade cultural. O Projeto Transition contribui de forma significativa para promover este diálogo essencial entre comunidades diversas no mesmo território.

LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

Rammo, Ghiath, Gianfilippo Terribili. 2025. “Preserving a Sacred Landscape: Communicating and Promoting Yezidi Tangible and Intangible Heritage”. Aran Journal 1(1): 467-479. https://doi.org/10.24271/ARN.025-01-01-SC-28

Fobbe, Sean, et al. 2019. “Destroying the Soul of the Yazidis: Cultural Heritage Destruction during the Islamic State’s Genocide against the Yazidis” [report]. Asian Yearbook of Human Rights and Humanitarian Law (AYHR), Vol. 5, pp. 111-144. https://zenodo.org/records/3826126

Project TRANSITION (2025-2026) – “Preserving the Tangible and Intangible Cultural Heritage of Minority Communities in the Kurdistan Region of Iraq and in Yemen, through Capacity Building of University Staff Members

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GHIATH RAMMO

Arqueólogo e investigador do património cultural, cujo trabalho se centra nas tradições religiosas dos Yezidis, nas comunidades minoritárias e nas paisagens sagradas do Médio Oriente. É doutorado pela Universidade Sapienza de Roma (Itália). Atualmente, trabalha na Universidade Sapienza como colaborador em projetos internacionais no domínio do ensino superior e da preservação do património (Transition e Armonia), desenvolvendo atividades com universidades da Líbia, da Região do Curdistão do Iraque e do Iémen. É também docente na Universidade de Roma “Tor Vergata”. A sua investigação combina trabalho de campo, pesquisa em arquivo e diálogo intercultural, desenvolvidos através de colaborações com universidades e instituições culturais em Itália e no Médio Oriente.

ANA CARVALHO

Museóloga e investigadora no CIDEHUS, Universidade de Évora, onde trabalha na área dos museus e do património cultural. Tem formação em museologia e doutoramento na mesma área. A sua investigação centra-se nas relações entre museus, património e sociedade, e articulação com as políticas públicas. É cofundadora e editora-chefe da revista MIDAS “Museus e Estudos Interdisciplinares” e autora do blogue premiado “No Mundo dos Museus”.  É também investigadora na Cátedra UNESCO em Património Imaterial e coordena o grupo de investigação “Património(s) e Literacias” no CIDEHUS.

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Conversations around Cultural Heritage é um podcast que explora a forma como a diversidade cultural pode contribuir para moldar um futuro mais inclusivo. Através de conversas com especialistas, este podcast fala da importância do património nos dias de hoje, especialmente para comunidades diversas na Região do Curdistão do Iraque e no Iémen.
Os temas abordados incluem as principais ameaças ao património cultural, as abordagens à preservação e a participação das comunidades, bem como os desafios relacionados com a diversidade cultural, a inclusão e a inovação no ensino e formação do património.

Este podcast é produzido no âmbito do projeto TRANSITION, cofinanciado pelo programa Erasmus+ (KA2 – Capacity Building in Higher Education, Strand 1, Grant Agreement No. 101178520) da União Europeia.

Guião e narração: Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS); Design da capa: Sara Oldani (UNIMED); Edição de som e gestão de plataformas: Luísa Rocha (Universidade de Évora, CIDEHUS); Banda sonora: Imagine, de Lukrembo.

Financiado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente da responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia nem os da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

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A importância de sensibilizar para a diversidade cultural e a inclusão

O primeiro episódio do podcast “Conversations around Cultural Heritage” já se encontra disponível: YouTube, Spotify e Anghami.

“The value of raising awareness about cultural diversity and inclusion” é o título deste primeiro episódio, no qual Ana Carvalho, investigadora da Universidade de Évora/CIDEHUS, conversa com o Professor Gianfilippo Terribili, da Universidade Sapienza de Roma, que estuda o património cultural da Região do Curdistão, no Iraque, há mais de duas décadas.

Gianfilippo Terribili fala sobre o seu trabalho no sítio arqueológico de Paikuli e com as comunidades religiosas yezidi e yarsan na Região do Curdistão, no Iraque. Identifica as principais ameaças ao património da região: as alterações climáticas, a assimilação cultural, os danos causados por conflitos, a destruição pelo ISIS, os ataques às minorias, o saque, a escassez de recursos e a expansão urbana não regulamentada.

Sublinha a importância de uma preservação colaborativa, através da cooperação com as autoridades do Curdistão e com instituições locais, da sensibilização para a riqueza e a vulnerabilidade do património e da promoção de uma arqueologia pública que envolva as comunidades na proteção do património. O projeto TRANSITION apoia estes esforços ao reforçar a educação e formação na área do património cultural e ao promover, junto dos estudantes, princípios de preservação e de diversidade cultural, aumentando assim a sensibilização e inspirando a ação rumo a um futuro mais inclusivo.

LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

The Paikuli Monument” (293 or 294 CE), Kurdistan Region of Iraq

Slemani Museum” (holds archaeological objects from the site of Paikuli), Kurdistan Region of Iraq

Rammo, Ghiath, Gianfilippo Terribili, eds. 2025. “Sparks of Light from the Zagros The Sacred Landscapes of the Yezidi and Yarsan Communities”. Rome: Scienze e Lettere.

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GIANFILIPPO TERRIBILI

Professor Associado de Estudos Iranianos na Universidade Sapienza de Roma (Itália), onde estuda a história e as culturas do Irão antigo. O seu trabalho incide sobre a tradição zoroastriana e o seu desenvolvimento num mundo moldado por múltiplas culturas na Antiguidade Tardia, bem como sobre inscrições em línguas iranianas médias. Desde 2006, participa em projetos internacionais de estudo, preservação e valorização do património cultural na Região do Curdistão do Iraque, com especial atenção ao sítio arqueológico de Paikuli e à inscrição do rei sassânida Narseh (finais do século III–inícios do século IV d.C.), escrita em persa médio e em parta.

ANA CARVALHO

Museóloga e investigadora no CIDEHUS, Universidade de Évora, onde trabalha na área dos museus e do património cultural. Tem formação em museologia e doutoramento na mesma área. A sua investigação centra-se nas relações entre museus, património e sociedade, e articulação com as políticas públicas. É cofundadora e editora-chefe da revista MIDAS “Museus e Estudos Interdisciplinares” e autora do blogue premiado “No Mundo dos Museus”.  É também investigadora na Cátedra UNESCO em Património Imaterial e coordena o grupo de investigação “Património(s) e Literacias” no CIDEHUS.

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Conversations around Cultural Heritage é um podcast que explora a forma como a diversidade cultural pode contribuir para moldar um futuro mais inclusivo. Através de conversas com especialistas, este podcast fala da importância do património nos dias de hoje, especialmente para comunidades diversas na Região do Curdistão do Iraque e no Iémen.
Os temas abordados incluem as principais ameaças ao património cultural, as abordagens à preservação e a participação das comunidades, bem como os desafios relacionados com a diversidade cultural, a inclusão e a inovação no ensino e formação do património.

Este podcast é produzido no âmbito do projeto TRANSITION, cofinanciado pelo programa Erasmus+ (KA2 – Capacity Building in Higher Education, Strand 1, Grant Agreement No. 101178520) da União Europeia.

Financiado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente da responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia nem os da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

Guião e narração: Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS); Design da capa: Sara Oldani (UNIMED); Edição de som: Luísa Rocha (Universidade de Évora, CIDEHUS); Banda sonora: Imagine, de Lukrembo.

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#TRANSITION

Lançamento de novo podcast “Conversations around Cultural Heritage”

O que significa hoje o património cultural? A partir de 3 de março de 2026, o projeto TRANSITION lança “Conversations around Cultural Heritage”, um podcast que traz o património para fora dos manuais e para a vida real, através de conversas abertas, envolventes e acessíveis com especialistas do projeto Transition.

Ao longo de 8 episódios (um por mês), o podcast explora por que razão o património é importante hoje, sobretudo para comunidades diversas na Região do Curdistão no Iraque e no Iémen, e o que é necessário para proteger o passado enquanto se constrói um futuro mais inclusivo. Em cada episódio, mergulhamos em questões atuais, incluindo:

  • As principais ameaças que colocam o património em risco;
  • Abordagens práticas e inovadoras de preservação do património;
  • Participação das comunidades e responsabilidade partilhada;
  • Os desafios e as oportunidades da diversidade cultural, da inclusão e da inovação na educação e formação na área do património.

Apresentado por Ana Carvalho (Universidade de Évora, CIDEHUS), o podcast convida a uma conversa sobre como proteger o passado enquanto se molda um futuro mais inclusivo.

O podcast estará disponível no Spotify, YouTube e Anghami.

Museus e tecnologias digitais: interrogações e desafios

Fotografia de Ana Carvalho. 2024. Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian

No mês passado fui contactada por uma aluna do mestrado em Comunicação e Gestão de Indústrias Criativas (Universidade do Porto), que está a estudar a inovação nos museus portugueses, e que me pediu que respondesse a algumas questões. Estas foram as minhas respostas às perguntas enviadas, entretanto revistas.

  • Na sua opinião, quais são os maiores desafios que os museus enfrentam ao adotarem novas tecnologias, em Portugal?

Ana Carvalho (AC) − Destaco pelo menos quatro grandes desafios na adoção de tecnologias digitais: 1) a necessidade de investimento em recursos humanos, ou seja equipas capacitadas, o que significa maior investimento na formação contínua e na atualização de competências digitais (à medida de cada museu), assim como o recrutamento de novos perfis nas equipas, com conhecimentos e competências especializados; também relacionado com este último aspecto refiro a necessidade de reforço das equipas com perfis especializados em comunicação (onde se inclui a comunicação digital), um perfil ausente nas equipas de muitos museus portugueses;

2) a modernização da infraestrutura tecnológica e digital museus, o que pressupõe investimento que suporte uma maior capacidade digital; neste âmbito também seria fundamental a aposta na digitalização das colecções e na promoção do acesso;

3) a possibilidade de os museus reforçarem parcerias com outras entidades do sector cultural, tecnológico e de investigação, no sentido de promover a transferência do conhecimento tecnológico para os museus (neste contexto penso em particular nos museus nacionais), nomeadamente através de projetos-piloto e experimentação;

4) e finalmente, o desenho de políticas públicas de âmbito nacional que sejam capazes de promover o desenvolvimento do sector dos museus no âmbito da transformação digital.

  • Sei que o Projeto Mu.Sa, mesmo após a conclusão, ainda auxilia no desenvolvimento dos profissionais dos museus. Acredita ser importante manter ações para o aperfeiçoamento destes profissionais? 

AC − O projeto Mu.SA terminou em 2020, mas os resultados do projeto continuam acessíveis no website, nomeadamente um conjunto os recursos educativos em acesso aberto sobre competências digitais que poderão ser ainda úteis aos profissionais dos museus (http://www.project-musa.eu/results/oers/). Considero fundamental a aposta no desenvolvimento profissional das equipas para que os museus possam responder de forma mais eficaz aos desafios da transformação digital. Cada museu, à sua medida, em função das suas necessidades, deve apoiar o desenvolvimento de planos de formação que fomentem a literacia e a confiança digital das suas equipas.

  • Quais são as principais tendências tecnológicas que identifica para o futuro dos museus portugueses?

AC − As tendências são cada vez mais globais, é uma questão que atravessa o mundo dos museus em Portugal e noutros países. A grande tendência será certamente uma maior expansão dos museus para o digital, tal como acontece já, de um modo geral, na vida em sociedade. Os museus não serão uma exceção. O espaço físico do museu, os objetos físicos, a interação física com os visitantes, tudo isso continua e continuará a ser fundamental na atividade dos museus, mas deixará de ser a única prioridade dos museus. Há de facto uma expansão da atividade dos museus para o digital e a necessidade de abordagens cada vez mais integradas do uso das tecnologias na prática dos museus, em que as tecnologias são entendidas como ferramentas e meios para melhor comunicar, interagir e partilhar conhecimentos e experiências.

Do ponto de vista das tecnologias propriamente ditas, é difícil antever qual será o seu desenvolvimento, quais terão maior protagonismo do que outras, a velocidade é grande. Mas diria que, a ver pelos últimos desenvolvimentos da inteligência artificial (ex. IA generativa) na sociedade (em tantos sectores), é provável que a IA ocupe também aqui um lugar proeminente na relação com os museus. A aplicação da IA nos museus já vem acontecendo, já se reflectia antes, mas os avanços dos últimos anos da IA são grandes e vão exigir também mais reflexão sobre esse impacto nos museus. E neste contexto os dilemas éticos (uso das bases de dados sem autorização, direitos de autor e propriedade intelectual, etc.) são uma parte importante que irá acompanhar essa reflexão.

Para além dos museus poderem integrar as tecnologias como ferramentas com vista a potenciar melhores experiências e interações com os públicos e, no global, uma melhor comunicação e gestão, há também um outro papel que lhes pode caber, que é o de reflectir criticamente sobre o seu uso e impacto. A exposição temporária do Museu Calouste Gulbenkian “MuseoBot: museus, democracia e inteligência artificial” (2024) coloca precisamente a tónica nesta questão e é um bom exemplo desse exercício crítico.

  • Como os museus portugueses se posicionam em relação a outros países na adoção de tecnologias digitais?

AC − É difícil responder a isso, pois não conheço estudos comparativos recentes. Além disso comparar com que países e porquê? Creio que o importante é atender e conhecer, por um lado, as grandes tendências que atravessam a sociedade, e que são também globais, e que trazem novos hábitos e comportamentos, assim como expectativas dos públicos e consumidores de cultura. E por outro lado, considerar o contexto específico de cada país (as suas características e assimetrias), de cada contexto regional ou local. Os museus actuam nessa relação com o global, com o nacional e o regional ou local, em múltiplas interações. Há, assim questões que são transversais a todos os museus, e depois a necessidade de cada museu se posicionar estrategicamente quanto à integração das tecnologias como ferramenta para cumprir a sua missão, que é também específica. Nesse sentido não há um modelo único de intervenção ou estratégia.

Ainda assim, o retrato que o projeto Mu.SA fez relativamente à forma como os museus portugueses em 2017 se relacionavam com a transformação digital era pouco estruturada e assimétrica. Não creio que isso tenha mudado muito.

  • Como vê o futuro da hiperconexão entre os museus e os seus públicos?

AC − A relação com os públicos é primordial para a estratégia e missão de cada museu, com ou sem tecnologias. Ainda assim, há uma relação evidente, um dos factores que impulsiona os museus a fazerem melhor uso das tecnologias nas suas práticas tem a ver com os públicos e as suas necessidades. As pessoas ao se relacionarem mais com as tecnologias digitais também esperam mediação digital nos museus. As pessoas enquanto públicos de museus têm expectativas! Por outro lado, os museus também reconhecem que podem melhorar a forma como comunicam, como interagem, como partilham através das tecnologias, usando-as como mais uma ferramenta de trabalho. De facto, os públicos à distância (ou públicos online/digitais, ou utilizadores) passaram a ter cada vez mais relevo para os museus e na forma como estes programam as suas atividades. Portanto, a necessidade de maior interação dos museus com os seus públicos, de múltiplas formas, seja no espaço físico, seja digital – apostando nessa interligação, porventura cada vez mais orgânica – será tendencial e expectável.

Mais sugestões de leitura:

Carvalho, Ana. 2022. «Museums, Intangible Cultural Heritage and Digital Technologies: Exploring Interactions». In Intangible Cultural Heritage and Digital Image: Portugal-Slovakia Readings, editado por Milan Konvit, Filipe Themudo Barata, Antónia Fialho Conde, e Sónia Bombico, 83–97. Évora: UNESCO Chair in Intangible Heritage and Traditional Know – How: Linking Heritage, University of Évora. http://hdl.handle.net/10174/32369

Carvalho, Ana. 2021. «Os Museus e o Digital: O Lugar das Políticas Públicas». Revista Inverso, n.º 3 (Junho), 8–13. http://hdl.handle.net/10174/30316

Camacho, Clara Frayão, ed. 2021. Grupo de Projeto Museus no Futuro: Relatório Final. Direção-Geral do Património Cultural. Lisboa: Direção-Geral do Património Cultural. http://hdl.handle.net/10174/32166

Carvalho, Ana, e Alexandre Matos. 2020. «Digital Competences: Needs and Training in the Portuguese Museum Sector». In The Future of Museum Professionals in the Digital Era – The Success Story of Mu.SA, editado por Achilles Kameas e Panagiota Polymeropoulou, 13–19. Athens: Hellenic Open University Press. http://hdl.handle.net/10174/29380

Carvalho, Ana, e Alexandre Matos. 2020. «The Future of Museums and Digital Transformation Challenges». In The Future of Museum Professionals in the Digital Era – The Success Story of Mu.SA, editado por Achilles Kameas e Panagiota Polymeropoulou, 73–79. Athens: Hellenic Open University Press. http://hdl.handle.net/10174/29386

Carvalho, Ana, e Alexandre Matos. 2019. «Museus e Sociedade Digital: Realidades e Desafios em Portugal». Revista de Museus, n.º 2, 8–23. http://hdl.handle.net/10174/26032

Carvalho, Ana, e Alexandre Matos. 2018. «Museum Professionals in a Digital World: Insights from a Case Study in Portugal». Museum International (Museums in a Digital World), Special Issue: Museums in a Digital World, 70 (277–278): 34–47. http://hdl.handle.net/10174/24003

Abordar a sustentabilidade nos museus e no património: o papel das políticas públicas

A imagem apresenta 3 post-its de cor rosa, verde e amarelo com o desenho de um edifício/museu. Imagem de Ana Carvalho

O artigo “Addressing Sustainability in Portuguese Museums and Heritage: The Role of Cultural Policies” (Ana Carvalho e Clara Frayão Camacho), publicado na revista Heritage, está disponível na íntegra em: https://doi.org/10.3390/heritage6120407

Resumo:

O Grupo de Projeto Museus do Futuro (2019-2021), uma iniciativa do Ministério da Cultura português, foi criado para propor recomendações de política pública para os museus, palácios e monumentos nacionais no horizonte temporal 2030, considerando a sustentabilidade, a acessibilidade, a inovação e a relevância dos museus e do património na sociedade. Este artigo discute os resultados do projeto, nomeadamente as propostas que evidenciam uma abordagem centrada na sustentabilidade dos museus, palácios e monumentos nacionais, destacando em particular o papel da gestão de coleções, da participação e da mediação. Com base na investigação empírica realizada são discutidas recomendações concretas, destinadas tanto para os decisores políticos como para as instituições museológicas e patrimoniais. O estudo defende que as políticas públicas devem colocar a sustentabilidade no centro da sua estratégia, a fim impulsionarem e implementarem práticas de desenvolvimento sustentável no sector dos museus e do património. Além disso, num contexto de recuperação pós-pandemia e de emergência climática, é ainda mais premente que as políticas públicas apoiem os museus e as instituições patrimoniais e lhes garantam as condições e os recursos para poderem avançar de forma mais integrada, contribuindo assim para um futuro mais sustentável.

Abstract:

The Future Museums Project Group was created under the Portuguese Ministry of Culture with the mission of proposing recommendations for a 10-year public policy for museums, palaces, and monuments, considering sustainability, accessibility, and innovation issues and their relevance in society. Against this background, museums were understood as agents of change with a role to play in achieving a more sustainable future, and culture as a fundamental pillar for democracy and sustainable development. This study discusses the findings of the project, focusing on three features that highlight the approach adopted to sustainability, which included collections management, participation, and mediation. Drawn from empirical research, a series of concrete recommendations, both for policy makers and museums, are discussed. The study concludes by arguing that cultural policies must place sustainability at the core of their strategy in order to function as a framework to drive and implement sustainable development practices in museums and heritage. Furthermore, within the scope of post-pandemic recovery plans, climate emergency, and the energy crisis, it is even more pressing that cultural policies provide support for museums and heritage and ensure that they have the conditions and resources to be able to move forward in a more integrated manner, thus contributing to a sustainable future.

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Carvalho, Ana, e Clara Frayão Camacho. 2023. “Addressing Sustainability in Portuguese Museums and Heritage: The Role of Cultural Policies.” Heritage, Special Issue Museums for Heritage Preservation and Communication—2nd Edition), 6 (12): 7742–54. ISSN: 2571-9408. https://doi.org/10.3390/heritage6120407